segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pinceladas de Carinho





No vespertino crepúsculo
dormitava o poeta embalado
pela sonoridade das ondas
que arrebentavam no rochedo.
Sonhava com um poema
deslumbrante tal qual
a imagem que passeava
em seu sonho.

O cansaço de fim de tarde,
os olhos pesados, insistiam
não despertar do sonho.
A folha solitária e inquieta sobre a mesa
 movia-se ao som do vento,
 num repente pousou sobre a tela do cavalete.
Implorava pinceladas
de carinho poético.
Tudo que desejava era 
receber os versos multicores
estampando sua face branca.
O véu que havia naqueles olhos
pesados,rasga-se num despertar célere.
Um estupefato brilho se fez presente.
Enfim, hora de emoldurar
a paisagem com a qual
acabara de sonhar.

dinapoetisadapaz